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Breves cai 13 posições e fica entre as cinco cidades menos competitivas do Brasil

Breves, no Marajó, aparece na 416ª colocação entre os 418 municípios avaliados pelo Ranking de Competitividade dos Municípios, estudo do Centro de Liderança Pública (CLP) que mede o desempenho da gestão pública, da sociedade e da economia em cidades brasileiras com mais de 80 mil habitantes. O resultado colocou Breves entre as cinco piores posições do levantamento nacional, atrás apenas de Moju e Itaituba, também no Pará, e à frente somente de Belford Roxo e Japeri, no Rio de Janeiro.

Creditos da Foto: Marlon Nascimento 

Na sexta edição do ranking, divulgada pelo CLP, Breves recuou 13 posições em relação ao levantamento anterior. A queda foi puxada principalmente pela dimensão economia, em que o município aparece na última colocação entre os 418 avaliados — 418ª posição, com perda de 22 posições. Nas demais dimensões, o desempenho também foi negativo: 413ª colocação em sociedade (queda de 11 posições) e 413ª em instituições (recuo de 4 posições).

O estudo avalia três eixos principais: instituições, que engloba sustentabilidade fiscal e funcionamento da máquina pública; sociedade, com indicadores de saúde, educação, segurança, saneamento e meio ambiente; e economia, que considera inserção econômica, inovação, dinamismo e capital humano. Segundo o CLP, os cinco municípios pior colocados no ranking geral — entre eles Breves — ficam abaixo da 398ª posição em todas as dimensões analisadas.

Procurada, a Prefeitura de Breves informou que os indicadores considerados na avaliação não estão sob gestão municipal de forma direta, e que o objetivo do ranking é medir o nível de competitividade do município, não avaliar exclusivamente a administração local. "O resultado pode servir para que os demais entes federados (União e Estado) possam observar e reconhecer as realidades e dificuldades enfrentadas pelos povos da Amazônia de maneira geral", afirmou a gestão municipal em nota.

A posição de Breves no eixo economia reflete um desafio estrutural comum a boa parte dos municípios do Marajó: a economia local depende fortemente de transferências e da administração pública, enquanto atividades como a pecuária de búfalo, o extrativismo do açaí e a pesca artesanal — pilares da renda na região — têm baixa capacidade de gerar os indicadores de inovação e dinamismo econômico que o ranking mede. A isso se soma a logística fluvial do arquipélago, que encarece o acesso a serviços e a escoamento de produção em comparação com municípios ligados por rodovia.

No recorte do Pará, o estado também teve casos de destaque positivo: Canaã dos Carajás e Barcarena ficaram entre os três municípios mais bem colocados do país na dimensão sustentabilidade fiscal, atrás apenas de São Paulo. O ranking, em sua totalidade, mostra predominância de cidades do Sul e do Sudeste entre as mais competitivas do país.

O CLP não informou até o momento quando será divulgada a próxima edição do ranking. A Prefeitura de Breves não detalhou, na nota enviada à imprensa, ações específicas voltadas a reverter o desempenho do município na dimensão economia.